Estudo Epistemológico e Territorial da Região da Ressaca em Contagem/MG

” CADA TERRITÓRIO POSSUI UMA LÓGICA PRÓPRIA DE FUNCIONAMENTO , IGNORÁ-LA É COMPROMETER QUALQUER POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO. “CLAUDE RAFFESTIN

     Este estudo apresenta uma leitura territorial aplicada da Região da Ressaca, em Contagem/MG, a partir da compreensão do espaço como instância social, econômica e institucional. Fundamentado na Geografia Crítica de Milton Santos e no conceito de topofilia, o artigo analisa o processo de expansão urbana ocorrido nos últimos quinze anos, destacando o papel da valorização imobiliária, da verticalização e das decisões públicas e privadas na transformação do território.

    A pesquisa evidencia que o crescimento urbano da região não é um fenômeno natural, mas resultado do uso seletivo do território, que gera oportunidades econômicas, ao mesmo tempo em que aprofunda desigualdades socioespaciais. Ao integrar análise territorial, percepção do espaço vivido e dinâmica socioeconômica, o estudo demonstra como o território pode ser utilizado como ferramenta estratégica para o desenvolvimento local, o fortalecimento de pequenos negócios e a formulação de políticas públicas mais eficazes.

Governança Territorial e Capital Social: a Importância das Associações, do Poder Público e das Comunidades na Produção do Espaço

CADA FORMA ESPACIAL CONTÉM UMA FRAÇÃO DA SOCIEDADE QUE A PRODUZIU”. MILTON SANTOS

 

A associação comunitária cumpre papel estratégico na governança territorial ao articular capital social, conhecimento local e ação coletiva. No território da Região da Ressaca, essa organização foi decisiva ao desenvolver um estudo preliminar hidrológico, antecipando riscos, qualificando o debate público e propondo soluções factíveis antes da consolidação de danos estruturais.

Sob a ótica do desenvolvimento territorial, essa atuação está alinhada a diretrizes de sustentabilidade, gestão de riscos, fortalecimento do ambiente produtivo e tomada de decisão baseada em dados. A mitigação de inundações protege ativos econômicos, infraestrutura logística, valor imobiliário e a previsibilidade das atividades locais — elementos centrais da competitividade territorial.

A topofilia emerge como fator estruturante: o vínculo afetivo da população com o lugar amplia o engajamento social, legitima intervenções técnicas e aumenta a eficácia das políticas públicas. Onde há pertencimento, há vigilância territorial e pressão qualificada por soluções consistentes.

Os problemas urbanos identificados — impermeabilização excessiva, ocupação inadequada do solo, pressão sobre áreas ambientalmente sensíveis e falhas de drenagem — exigem leitura integrada e sistêmica. O estudo da associação demonstra maturidade territorial ao propor medidas estruturais, educativas e institucionais, em consonância com a Agenda 2030 (ODS 6) e com boas práticas de planejamento urbano.

No raio de 5 km², compreender o território implica cruzar hidrologia, uso e ocupação do solo, dinâmica econômica, atores sociais e marcos legais. Minha posição técnica é objetiva: decisões eficazes só ocorrem quando dados qualificados se articulam com relações sociais organizadas. A associação vai além do diagnóstico; ela constrói inteligência territorial, convertendo risco em base concreta para decisões mais seguras e estratégicas.






EIXO 3

Planejamento Territorial Orientado à Redução de Risco Econômico


Problema

Áreas de inundação comprometem a atividade econômica local

A ocupação inadequada do território gera perdas recorrentes, insegurança jurídica, desvalorização imobiliária e retração da atividade econômica.

Referência aplicada
Região da Ressaca – Bacia do Córrego Tapera

Eventos hidrológicos recorrentes afetam diretamente comércio, serviços e investimentos.

Solução

Planejamento territorial orientado à redução de risco econômico

Integração entre diagnóstico ambiental, uso do solo e diretrizes técnicas para proteção da atividade produtiva.

Plano piloto 

Como o Estudo do Córrego Tapera viabiliza a solução do problema

O Estudo da Bacia do Córrego Tapera (Região da Ressaca) oferece uma base técnica concreta para transformar um passivo territorial — as inundações recorrentes — em informação estratégica para decisão econômica e planejamento produtivo.

A partir do diagnóstico ambiental e territorial realizado, é possível identificar com precisão:

Essas informações permitem qualificar o risco, deixando de tratá-lo como evento imprevisível e passando a incorporá-lo como variável de planejamento do negócio.

Aplicação prática da solução.

Com base no Estudo do Tapera, o planejamento territorial orientado à redução de risco econômico se estrutura em três frentes:

1. Diagnóstico territorial aplicado ao negócio
O estudo permite mapear onde empreender com menor risco, quais atividades são incompatíveis com áreas de inundação e onde há maior segurança para investimentos produtivos.

2. Diretrizes técnicas para ocupação produtiva segura
A leitura integrada do território orienta:

3. Apoio à tomada de decisão econômica
O empreendedor passa a decidir com base em evidências territoriais, reduzindo:


Enquadramento como Plano Piloto 

Plano Piloto – Planejamento Territorial para Redução de Risco Econômico

 

EIXO  4 

Geomarketing e Diagnóstico Territorial Aplicado aos Negócios

Problema

Pequenos negócios tomam decisões sem compreender o território como sistema produtivo, social e institucional. A maioria decide com base apenas em percepção, sem diagnóstico, dados ou monitoramento do ambiente de negócios, o que limita faturamento, aumenta riscos e reduz competitividade.

Referência Aplicada

Diagnósticos territoriais e estudos aplicados à dinâmica urbana e econômica da Região da Ressaca – Contagem/MG, com base na compreensão do espaço como instância social e econômica.

Solução

Aplicação de geomarketing territorial como instrumento de inteligência para apoiar decisões estratégicas, alinhando localização, público, concorrência, consumo e viabilidade econômica.

Plano Piloto – Geomarketing

Resultado Esperado

PROJETO ESTRUTURADO – GEOMARKETING TERRITORIAL APLICADO AOS PEQUENOS NEGÓCIOS

1. APRESENTAÇÃO E CONTEXTO ESTRATÉGICO

Os pequenos negócios e microempreendedores brasileiros operam, em sua maioria, sem instrumentos técnicos de leitura territorial. Decidem localização, público-alvo, mix de produtos, preços e estratégias de crescimento com base em percepção empírica, experiência individual e intuição. Essa prática, embora comum, expõe o negócio a riscos elevados, desperdício de recursos, baixa previsibilidade e limita o aumento sustentável do faturamento.

Este projeto propõe a aplicação prática do Geomarketing Territorial como ferramenta de inteligência estratégica, alinhada às diretrizes do Eixo 4 – Geomarketing e Diagnóstico Territorial Aplicado aos Negócios, atendendo integralmente às exigências conceituais, metodológicas e institucionais do Sebrae.

O território é tratado aqui não como cenário passivo, mas como sistema produtivo, social, econômico e institucional, onde fluxos de renda, consumo, mobilidade, políticas públicas e comportamento do consumidor se articulam. A proposta capacita o empreendedor a pensar de forma sistêmica e holística, transformando dados territoriais em decisões que geram resultado prático: mais clientes, mais faturamento e maior competitividade.


2. PROBLEMA CENTRAL

Pequenos negócios:

Consequências diretas:


3. FUNDAMENTAÇÃO CONCEITUAL

O projeto se ancora em três pilares:

3.1 Território como Instância Econômica e Social

O território é compreendido como produto de relações sociais, econômicas, políticas e técnicas. Ele condiciona o sucesso ou fracasso dos negócios.

3.2 Geomarketing Territorial

Aplicação integrada de:

3.3 Educação Empreendedora Aplicada

Aprender fazendo. O empreendedor participa ativamente do diagnóstico, compreende os dados e transforma informação em ação concreta.


4. OBJETIVO GERAL

Capacitar pequenos empreendedores e microempresários a utilizar o geomarketing territorial como ferramenta prática de tomada de decisão, visando aumento de faturamento, redução de riscos e crescimento sustentável, alinhando o negócio à realidade territorial onde está inserido.


5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS


6. METODOLOGIA – GEOMARKETING NA PRÁTICA

ETAPA 1 – DIAGNÓSTICO TERRITORIAL APLICADO AO NEGÓCIO

Objetivo: Compreender o território onde o negócio opera.

Atividades:

Entregáveis:


ETAPA 2 – ANÁLISE DE PÚBLICO, CONCORRÊNCIA E ÁREA DE INFLUÊNCIA

Objetivo: Entender quem consome, onde consome e por quê.

Atividades:

Entregáveis:


ETAPA 3 – PESQUISA APLICADA AO CONSUMO LOCAL

Objetivo: Validar decisões com dados reais.

Atividades:

Entregáveis:


ETAPA 4 – MONITORAMENTO DE INDICADORES SOCIOECONÔMICOS

Objetivo: Acompanhar mudanças no território e antecipar tendências.

Indicadores:

Ferramentas:


ETAPA 5 – PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO

Objetivo: Transformar diagnóstico em resultado.

Atividades:

Entregáveis:


7. RESULTADOS ESPERADOS

Para os empreendedores:

Para o território:


8. DIFERENCIAIS DO PROJETO


9. CONCLUSÃO

O Geomarketing Territorial deixa de ser conceito abstrato e passa a ser ferramenta concreta de prosperidade. O pequeno empreendedor aprende a enxergar o território como aliado estratégico, não como obstáculo. Ao compreender onde está, para quem vende e como o território se transforma, o negócio cresce com inteligência, previsibilidade e sustentabilidade.

Este projeto posiciona o Sebrae e seus parceiros como protagonistas na transformação da forma como os pequenos negócios tomam decisões no Brasil.